De André Malta
É difícil assistir a um filme com a temática esportiva e não imaginar um enredo clichê. Digo isso apenas para afirmar que o filme Money Ball (O Homem que mudou o jogo) apresenta uma dualidade poucas vezes existente no que se diz respeito aos clichês de filmes esportivos. E isso engrandece sua qualidade.
A solução aparece quando ele conhece Peter Brand (Jonah Hill), um jovem economista que possui idéias inovadoras para avaliar jogadores. Utilizando fórmulas matemáticas, Peter consegue selecionar jogadores de baixo custo no mercado de baseball que consigam render tão bem, ou mais, do que estrelas do esporte. A partir daí o filme se constrói na tentativa de Billy e Peter em resolver tanto os problemas financeiros, quanto a campanha do Oakland Athletics na competição.Sendo um dos filmes indicados ao Oscar este ano, Money Ball conta com a direção de Bennett Miller e é estrelado por Brad Pitt, Jonah Hill e Philip Seymour Hoffman. O seu trunfo está em colocar os clichês já batidos, em outros filmes de temática esportiva, em segundo plano. Nos mostrando um outro ponto de análise.
Aqui o que veremos é o fato de que por mais que achemos que já conhecemos de tudo sobre alguma coisa, a vida sempre arranja um jeito de nos provar o contrário. Em determinado ponto do filme, uma metáfora nos embute uma lição de moral: às vezes estamos tão acostumados com determinada situação que nem percebemos quando de fato a atravessamos, transcendemos o que queríamos e acertamos em algo muito maior, mesmo que não tenhamos enxergado no início.
As atuações são boas, Brad Pitt e Jonah Hill completam muito bem este quesito, mas nada fantástico. Destaque para atriz Kerris Dorsey que interpreta Casey Beane, a filha de Billy, e que em poucos minutos de atuação convence não só como atriz, mas também como cantora em uma versão da música The Show da cantora Lenka que fica ecoando na mente mesmo alguns minutos após o filme.
Nota do André: 8.0
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